Faro - Algarve - Portugal

         

          LAREIRAS E  RECUPERADORES DE  CALOR  A LENHA
                                                          
       DESDE 1985

 

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LAREIRAS E RECUPERADORES - SEUS COMPONENTES

REGISTO

Qualquer lareira (fogo aberto ou fogo fechado) deve ter sempre  que possível
controlo de tiragem de fumos
"REGISTO" o qual tem três funções:)

1º- Reduzir o consumo de lenha - A tiragem numa lareira nunca é constante devido a razões diversas, sobretudo climatéricas por ex.: vento; temperatura humidade etc.

Quanto maior for a tiragem maior é o consumo de lenha e menor o aquecimento. Ao contrário do que por vezes se pensa, o ideal não é ter uma grande tiragem mas sim ter a tiragem suficiente nas condições climatéricas do momento. Devendo para isso ter-se em conta a necessidade de um "registo" numa lareira.

Deve-se fechar o registo um pouco ( 20 minutos após ter sido acesa ) tendo-se o cuidado de não fechar demasiado para não entrar fumo na sala. No caso de ter porta com vidro é conveniente tomar a precaução de evitar o contacto do mesmo com o fumo caso contrário o vidro ficará coberto por fuligem

2º- Aumentar o rendimento - Sempre que se poder deve-se reduzir a abertura da fuga da chaminé fechando o registo o mais possível, (tendo o cuidado de não fechar demasiado para não entrar fumo) o objectivo é neste caso, reduzir a tiragem e como é evidente, quanto menos ar sair da sala através de chaminé, mais ar quente fica na sala.

3º- Evitar o arrefecimento da divisão com a lareira apagada - Em alturas com temperaturas frias se tiver a lareira apagada deve ter o registo fechado para evitar perdas de ar da sala, perdas essas que serão maiores quando a casa tiver sendo aquecida por outro meio alternativo (ar/condicionado, aquecimento eléctrico etc.).

Nota:
Se a sua lareira for "fogo fechado" e a porta tiver uma boa vedação basta fecha-la para evitar estas perdas de calor.

 

TOMADA DE AR EXTERIOR

Todas as lareiras (fogo aberto ou fogo fechado) devem ter tomada de ar exterior
pelas seguintes razões:

1º- Evitar o consumo de ar da sala; - Como é sabido um lareira acesa consome grandes quantidades de ar, aprox. 80 m3 por hora, quer isto dizer que ao fim de um hora terá retirado todo o ar de uma sala normal 3 a 4 vezes. e com ele quase todo o calor por ela libertado.

Nota:
- Deve ter-se em atenção que devido à depressão provocada ao retirar o ar do compartimento em questão, está-se simultaneamente a aspirar ar "frio e húmido" do exterior através das frestas das portas e janelas.

2º- Impedir a interrupção do bom funcionamento. - Em casos de bom isolamento de portas e janelas, ao fim de um certo tempo de uso, a depressão aumenta, e como nestas situações não há frestas para entrar o ar necessário para se dar a compensação do ar saído (com o fumo) acontece que o fumo deixa de sair fazendo retorno.

Nota: Quando não for possível fazer a entrada de ar exterior na lareira deve-se fazer uma entrada em qualquer parede exterior preferencialmente na que estiver mais próximo da lareira. (de modo que não faça corrente de ar entre o fogo e as pessoas a sua volta.

Obs. Já deveria ter saído o regulamento que contempla a ventilação de edificios, esperemos que a nova lei contemple este caso. E que entre em vigor o mais breve possível.

 

VENTILADOR

Qualquer lareira de calor circulante deve ter ventilação forçada com um ventilador no sistema de circulação (recuperação)

Aumentar o rendimento

O sua utilidade é muito evidente. As partes metálicas da caixa de ar do recuperador depois de quentes irradiam o calor pela caixa de ar que as mesmas formam o qual sobe naturalmente por convecção. Ora se o forçarmos esse ar a passar mais rapidamente através dessas mesmas caixas de ar, mais as partes metálicas arrefecem e maior calor é retirado das mesmas, as quais por sua vez ao arrefeceram mais calor vão retirar ao fogo e menos calor se vai perder através da chaminé. -

Tipos de ventiladores

Existem dois tipos de Ventiladores.exautores e insulfladores

Os que trabalham em depressão (Exaustores) - Que extraem o ar da câmara de aquecimento do recuperador com ou sem cárter (neste caso se a conduta estiver mal colada o fumo pode também ser aspirado)

Os que trabalham em pressão (Insufladores) - Que insuflam ar dentro da conduta transportadora para o Recuperador

A potência das turbinas deve variar com a potência dos recuperadores ou seja quanto maior for a área de ferro exposto ao fogo (contando com as alhetas, se existirem) maior será a recuperação e mais potente pode ser a turbina.

Nota: Teste você mesmo - Basta abrir o sistema de aquecimento do seu automóvel (excepto em sistemas com ar condicionado) esperando  que aqueça sem ligar a turbina e com o carro parado, por mais quente que esteja o seu sistema como pode verificar sem a turbina a trabalhar não retira qualquer calor do mesmo. Logo que a turbina seja ligada verificará a quantidade de calor que se estava a perder. (logicamente o carro terá que ter o motor quente, tal como num recuperador que só recupera o calor se estiver quente)

Os sistemas de aquecimento usuais nos nosso veículos não são mais que um sistema de reaproveitamento de calor igual ao usado nas lareiras com recuperação.

 

TERMÓSTATO DE LIGAÇÃO

O arranque do ventilador pode ser automatizado com um interruptor termostático

As lareira de calor circulante forçado, (com um ventilador) , equipadas com um interruptor termostático têm a grande vantagem de o utilizador não ter de se preocupar em ligar o ventilador quando o ar que sai já está aquecido para poder aumentar o rendimento da recuperação, ou ter de desligá-lo quando acaba a lenha ou apaga a lareira porque arrefeceria a casa.

O seu funcionamento é muito simples, coloca-se o termóstato na temperatura a partir da qual se quer que o ventilador arranque, devendo a mesma ser superior á temperatura ambiente caso contrário o ventilador nunca pára e mete na casa ar frio, ao contrário que se quiser que o ventilador trabalhe menos sobe-se a temperatura do interruptor. O que não é aconselhável pois reduz a produção de calor.

Aconselha-se coloca-lo entre os 20 e os 40 graus preferencialmente nos 30 graus

Nota: O termóstato neste caso nunca controla o calor ou a temperatura da sala. funciona apenas como interruptor automático.
 

CONDUTAS DE FUMOS

Dimensão das condutas

- O diâmetro de uma conduta varia com a altura.
- Uma conduta com o diâmetro de 200 mm geralmente é o suficiente para recuperadores ou lareiras abertas

- Em recuperadores com pequena dimensão pode ser reduzida  até 180mm, com menor diâmetro não á a garantia de um funcionamento sempre correcto mesmo em recuperadores fechados.

- Em lareiras abertas ou fechadas de grande dimensão o diâmetro 230 mm, 250mm ou superior é aconselhado 

Nota: Uma das causas de mau funcionamento de muitas lareiras e recuperadores é o sub dimensionamento sub ou sobredimensionamento das condutas de fumos por atrofiamento ou por arrefecimento do fumo emitido
 

MATERIAL A USAR NAS CONDUTAS DE FUMOS

Veja também a ligação em:
http://www.sitiodaslareiras.com/condutas_improprias.htm
http://www.sitiodaslareiras.com/condutas_ideais.htm

- Tubo em aço inoxidável (Tipo - 316)- É  o único tipo de material autorizado para condutas na maior parte dos países da Europa e o único que tem garantia de duração. Tem a vantagem de poder ser aplicado com recuperação de calor. (Recuperando energia com  o próprio tubo nos pisos adjacentes)

Obs. Deve-se ter atenção também com a união (junta) entre tubos pois temos detectado problemas nas junções  devido a não terem sido instalado correctamente ou por não colocarem as correctas uniões inoxidáveis).

- Betão; tijolo; barro pré-fabricado ou tubos em fibrocimento Infelizmente em Portugal ainda são autorizadas este tipo de condutas. - Neste caso a forra das condutas deve ser executada com uma outra parede em tijolo (ou outro material) tendo o cuidado de deixar sempre uma caixa de ar entre as condutas e paredes de acabamento, evitando as fissuras (rachas) nas paredes. Para obter uma garantia máxima, deverá o espaço de caixa de ar ser preenchido com lã de vidro, lã de rocha ou deixar uma entrada e saída para o exterior da mesma caixa de ar.

Obs. São inúmeros os casos de fissuras de condutas feitas em tijolos ou cimento geralmente partem entre um e cinco anos, mas temos um caso em que a mesma durou 12 anos até ceder. Em tubos de fibrocimento já é mais raro, mas só no Inverno de 1999/2000 nos apareceram dois casos de tubo de fibrocimento totalmente rebentado em instalações com recuperadores de calor talvez devido a grandes aquecimentos.

- Tubo em chapa galvanizada "spyro".- este tipo de condutas não é aconselhado para condutas de fumos de lareiras pois a sua duração é muito pequena 3 a 10 anos esse facto pode ser menosprezado  se a conduta for exterior, ou se a lareira for para ser usada raramente.

Este tubo pode ser usado para guia de um outro a ser metido por dentro, neste caso o tubo "spyro" tem que ter no mínimo 25 cm.

Obs. É o tubo mas usado em Portugal (não por nós), geralmente dura mais que 5 anos em blocos de apartamentos, pois as lareiras não são usadas todos os dias, devido a isso o construtor fica salvaguardado da sua garantia obrigatória de 5 anos.
Obviamente que sendo assim quando o tubo se consome é o cliente final que vai ter que o substituir, o que na maioria das vezes se torna impossível pois em andares contíguos os tubos passam por detrás das lareiras superiores, e com é evidente que apanha com o fumo é sempre o vizinho de cima, e ninguém vai querer partir muito menos um vizinho que nem usa a sua lareira.

 

Nota: - Em Condutas interiores que passem junto a uma caixa de ar ou tecto falso devem-se ter especiais cuidados na sua concepção

São inúmeras as vezes que deparamos com  casos de passagem de fumos em caixas de ar
Também temos encontrado nos pedidos de ajuda isolamentos derretidos a libertar cheiros pelas caixas de ar, assim como tubos eléctricos e de esgoto derretidos, por não terem sido isolados e separados devidamente.

 

PASSAGEM DAS CONDUTAS DE FUMOS NAS PLACAS E VIGAS

Veja também a ligação em:
http://www.sitiodaslareiras.com/montagens-recuperadores_inseriveis.htm

- Ao passar vigas ou placas não deve ser deixada qualquer obstrução que impeça a posterior limpeza das mesmas

Nota: A limpeza das condutas deve ser feita periodicamente todos os anos em caso de uso intensivo, ou num prazo mais dilatado, em casos normais.

- Existem produtos para reduzir o fixação da fuligem nas paredes das condutas

- Deve-se contar também com eventuais entupimentos das condutas devidos a ninhos de pássaros ou quais serão de difícil remoção no caso de existirem ferros a atravessar as condutas. (nomeadamente ferros de vigas ou de placas)

 
 

INCLINAÇÃO ADMITIDA NAS CONDUTAS DE FUMOS

- A inclinação máxima admitida é 45º. (não deve ser excedida).

Nota: Maiores inclinações são possíveis mas só estudando-as caso a caso.
 

PASSAGEM DE CABOS ELÉCTRICOS E ESGOTOS JUNTO A CONDUTAS DE FUMOS

- Os cabos eléctricos ou esgotos de PVC que eventualmente tenham de passar junto a qualquer conduta de fumos (mesmo num andar superior) devem ser embutidos no cimento e isolados com lã de vidro ou outro material isolante. (excepto no caso de serem usados cabos ou tubos especiais resistentes a altas temperaturas

 

CHAMINÉS

TIPOS DE CHAMINÉS PERMITIDOS

- Não deve ter paredes, a atrofiar a passagem do vento. (Consultar manual com desenhos explicativos).

Nota: -Uma chaminé mal concebida é muitas vezes a causa do mau funcionamento de muitas lareiras, principalmente quando há vento .(Consultar manual com desenhos explicativos).

- Existem no mercado chaminés que nunca poderão servir para uma lareira.
- Quando uma lareira não funciona a primeira coisa a verificar é a chaminé.

 

PARTE DECORATIVA

Veja também a ligação em:
http://www.sitiodaslareiras.com/lareiras.htm
 A parte decorativa, nomeadamente mármores e afins devem sempre estar isolados das zonas expostas ao fogo e separadas por juntas nas zonas de dilatação do tijolos, ferros etc.
Nota: As pedras da lareiras nunca devem ser o suporte do "pano" (hotte). A pressão a que as pedras ficariam sujeitas devido ao peso do "pano" e á pressão devido a dilatações, iria provocar, quase invariavelmente a sua fissuração.

Deve ser feita uma parede para servir de suporte ao "pano".

Se o pano for concebido em gesso cartonado (Ex. Pladur) a calha inferior deve ser colada á pedra sem a perfurar.
Neste caso não existem preocupações especiais com o peso tornando-se desnecessário fazer paredes de suporte.

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Página actualizada em 05-10-2006