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LAREIRAS E RECUPERADORES - SEUS COMPONENTES
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REGISTO |
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Qualquer lareira (fogo aberto
ou fogo fechado) deve ter sempre que
possível
controlo de tiragem de fumos
"REGISTO" o qual tem três funções:) |
1º-
Reduzir o consumo de lenha - A tiragem numa lareira nunca é constante devido a
razões diversas, sobretudo climatéricas por ex.: vento; temperatura humidade etc.
Quanto maior for a tiragem maior é o consumo de lenha e menor o
aquecimento. Ao contrário do que por vezes se pensa, o ideal não é ter uma grande
tiragem mas sim ter a tiragem suficiente nas condições climatéricas do momento. Devendo
para isso ter-se em conta a necessidade de um "registo" numa lareira.
Deve-se fechar o registo um pouco
(
20 minutos após ter sido acesa ) tendo-se o cuidado de
não fechar demasiado para não entrar fumo na sala. No caso de ter porta com vidro é
conveniente tomar a precaução de evitar o contacto do mesmo com o fumo caso contrário o
vidro ficará coberto por fuligem |
| 2º-
Aumentar o rendimento - Sempre que se poder deve-se reduzir a abertura da fuga da
chaminé fechando o registo o mais possível, (tendo o
cuidado de não fechar demasiado para não entrar fumo)
o objectivo é neste caso, reduzir a tiragem e como é evidente, quanto menos ar
sair da sala através de chaminé, mais ar quente fica na sala. |
3º-
Evitar o arrefecimento da divisão com a lareira apagada - Em alturas com temperaturas
frias se tiver a lareira apagada deve ter o registo fechado para evitar perdas de ar da
sala, perdas essas que serão maiores quando a casa tiver sendo aquecida por outro meio
alternativo (ar/condicionado, aquecimento eléctrico
etc.).
Nota:
Se a sua lareira for "fogo
fechado" e a porta tiver uma boa vedação basta fecha-la para evitar estas perdas de calor.
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TOMADA DE AR EXTERIOR
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Todas as lareiras (fogo aberto ou fogo fechado) devem ter tomada de
ar exterior
pelas seguintes razões:
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1º- Evitar o consumo
de ar da sala; - Como é sabido um lareira acesa consome grandes quantidades de ar,
aprox. 80 m3 por hora, quer isto dizer que ao fim de um hora terá retirado
todo o ar de uma sala normal 3 a 4 vezes. e com ele quase todo o calor por ela libertado.
Nota:
- Deve ter-se em atenção que devido à depressão provocada ao retirar
o ar do compartimento em questão, está-se simultaneamente a aspirar ar "frio e
húmido" do exterior através das frestas das portas e janelas.
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2º- Impedir a
interrupção do bom funcionamento. - Em casos de bom isolamento de portas e janelas,
ao fim de um certo tempo de uso, a depressão aumenta, e como nestas situações não há
frestas para entrar o ar necessário para se dar a compensação do ar saído
(com o fumo) acontece que
o fumo deixa de sair fazendo retorno. |
Nota: Quando não
for possível fazer a entrada de ar exterior na lareira deve-se fazer uma entrada em
qualquer parede exterior preferencialmente na que estiver mais próximo da lareira. (de
modo que não faça corrente de ar entre o fogo e as pessoas a sua volta.
Obs. Já
deveria ter saído o regulamento que contempla a ventilação de edificios,
esperemos que a nova lei contemple este caso. E que entre em vigor o mais
breve possível.
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VENTILADOR
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Qualquer lareira de calor circulante deve ter ventilação forçada com
um ventilador no sistema de circulação (recuperação)
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Aumentar o rendimento
O sua utilidade é muito evidente. As partes metálicas da caixa
de ar do recuperador depois de quentes irradiam o calor pela caixa de ar que as mesmas
formam o qual sobe naturalmente por convecção. Ora se o forçarmos esse ar a passar mais
rapidamente através dessas mesmas caixas de ar, mais as partes metálicas arrefecem e
maior calor é retirado das mesmas, as quais por sua vez ao arrefeceram mais calor vão
retirar ao fogo e menos calor se vai perder através da chaminé.
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Tipos de ventiladores
Existem dois tipos de
Ventiladores.exautores e insulfladores
Os que trabalham em
depressão (Exaustores) - Que extraem o
ar da câmara de aquecimento do recuperador com ou sem cárter (neste caso
se a conduta estiver mal colada o fumo pode também ser aspirado)
Os que
trabalham em pressão (Insufladores) - Que
insuflam ar dentro da conduta transportadora para o Recuperador
A potência das turbinas deve variar com a potência dos
recuperadores ou seja quanto maior for a área de ferro exposto ao fogo
(contando com as alhetas, se existirem) maior será a
recuperação e mais potente pode ser a turbina.
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| Nota: Teste você
mesmo - Basta abrir o sistema de aquecimento do seu automóvel (excepto
em sistemas com
ar condicionado) esperando que aqueça sem ligar a turbina
e com o carro parado, por mais quente que esteja o seu sistema como pode
verificar sem a turbina a trabalhar não retira qualquer calor do mesmo.
Logo que a turbina seja ligada verificará a quantidade de calor que se
estava a perder. (logicamente o carro terá que ter o motor quente, tal
como num recuperador que só recupera o calor se estiver quente)
Os sistemas de aquecimento
usuais nos nosso veículos não são mais que um sistema de reaproveitamento
de calor igual ao usado nas lareiras com recuperação.
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TERMÓSTATO DE LIGAÇÃO
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O arranque do ventilador pode ser automatizado com um interruptor
termostático
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As lareira de calor
circulante forçado, (com um ventilador) , equipadas com um interruptor
termostático têm a grande vantagem
de o utilizador não ter de se preocupar em ligar o ventilador quando o ar que sai já
está aquecido para poder aumentar o rendimento da recuperação, ou ter de desligá-lo
quando acaba a lenha ou apaga a lareira porque arrefeceria a casa.
O seu funcionamento é muito simples, coloca-se o termóstato na
temperatura a partir da qual se quer que o ventilador arranque, devendo a mesma ser
superior á temperatura ambiente caso contrário o ventilador nunca pára e mete na casa
ar frio, ao contrário que se quiser que o ventilador trabalhe menos sobe-se a temperatura
do interruptor. O que não é aconselhável pois reduz a produção de calor. |
Aconselha-se
coloca-lo entre os 20 e os 40 graus preferencialmente nos 30 graus |
| Nota:
O termóstato
neste caso nunca controla o calor ou a temperatura da sala. funciona apenas como
interruptor automático. |
CONDUTAS DE FUMOS
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| Dimensão
das condutas |
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O
diâmetro de uma conduta varia com a altura.
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Uma conduta com o diâmetro de 200 mm geralmente é o suficiente
para recuperadores ou lareiras abertas
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Em recuperadores com pequena dimensão pode ser reduzida até 180mm, com menor
diâmetro não á a garantia de um funcionamento sempre correcto mesmo em recuperadores fechados. -
Em lareiras abertas ou fechadas de grande dimensão o diâmetro 230 mm,
250mm ou superior é aconselhado |
| Nota: Uma das
causas de mau funcionamento de muitas lareiras e recuperadores é o sub
dimensionamento sub ou sobredimensionamento das condutas de fumos por atrofiamento ou por arrefecimento do fumo
emitido |
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Tubo em aço inoxidável
(Tipo - 316)-
É o único
tipo de material autorizado para condutas na maior parte dos países da Europa
e o único que tem garantia de duração. Tem a vantagem de poder ser
aplicado com recuperação de calor. (Recuperando energia com o próprio tubo nos
pisos adjacentes)
Obs.
Deve-se ter atenção também com a união (junta) entre tubos pois
temos detectado problemas nas junções devido a não terem sido instalado correctamente
ou por não colocarem as correctas uniões inoxidáveis).
- Betão; tijolo; barro pré-fabricado ou tubos em
fibrocimento Infelizmente
em Portugal ainda são autorizadas este tipo de condutas. - Neste
caso a forra das
condutas deve ser executada com uma outra parede em tijolo (ou outro material) tendo o
cuidado de deixar sempre uma caixa de ar entre as condutas e paredes de acabamento,
evitando as fissuras (rachas)
nas paredes. Para obter uma garantia máxima, deverá o espaço de
caixa de ar ser preenchido com lã de vidro, lã de rocha ou deixar uma
entrada e saída para o exterior da mesma caixa de ar.
Obs.
São inúmeros os casos de fissuras de condutas feitas em tijolos ou
cimento geralmente partem entre um e cinco anos, mas temos um caso em
que a mesma durou 12 anos até ceder. Em tubos de fibrocimento já é
mais raro, mas só no Inverno de 1999/2000 nos apareceram dois casos
de tubo de fibrocimento totalmente rebentado em instalações com
recuperadores de calor talvez devido a grandes aquecimentos.
- Tubo em chapa galvanizada
"spyro".-
este tipo de condutas não é aconselhado para condutas de fumos de lareiras
pois a sua duração
é muito pequena 3 a 10 anos esse facto pode ser menosprezado se a conduta for
exterior, ou se a lareira for para ser usada raramente.
Este
tubo pode ser usado para guia de um outro a ser metido por dentro,
neste caso o tubo "spyro" tem que ter no mínimo 25 cm.
Obs. É o tubo mas usado em Portugal (não por nós), geralmente dura
mais que 5 anos em blocos de apartamentos, pois as lareiras não são
usadas todos os dias, devido a isso o construtor fica salvaguardado da
sua garantia obrigatória de 5 anos.
Obviamente que sendo assim quando o tubo se consome é o cliente final
que vai ter que o substituir, o que na maioria das vezes se torna impossível
pois em andares contíguos os tubos passam por detrás das lareiras
superiores, e com é evidente que apanha com o fumo é sempre o
vizinho de cima, e ninguém vai querer partir muito menos um vizinho
que nem usa a sua lareira.
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| Nota: -
Em Condutas
interiores que passem junto a uma caixa de ar ou tecto falso devem-se ter especiais
cuidados na sua concepção.
São inúmeras as vezes
que deparamos com casos de passagem de fumos em caixas de ar
Também temos encontrado nos pedidos de ajuda isolamentos derretidos a
libertar cheiros pelas caixas de ar, assim como tubos eléctricos e de
esgoto derretidos, por não terem sido isolados e separados
devidamente.
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- Ao passar vigas ou
placas não deve ser deixada qualquer obstrução que impeça a posterior limpeza das
mesmas
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Nota:
A limpeza das
condutas deve ser feita periodicamente todos os anos em caso de uso intensivo, ou num
prazo mais dilatado, em casos normais.
- Existem
produtos para
reduzir o fixação da fuligem nas paredes das
condutas
- Deve-se contar
também com eventuais entupimentos das condutas devidos
a ninhos de pássaros ou quais serão de difícil remoção no caso de existirem ferros a
atravessar as condutas. (nomeadamente ferros de vigas ou de placas) |
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INCLINAÇÃO ADMITIDA NAS CONDUTAS DE FUMOS
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- A inclinação máxima
admitida é 45º. (não deve ser excedida).
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| Nota: Maiores
inclinações são possíveis mas só estudando-as caso a caso. |
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PASSAGEM DE CABOS ELÉCTRICOS E ESGOTOS JUNTO A CONDUTAS DE FUMOS
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- Os cabos eléctricos ou esgotos de PVC que eventualmente tenham de passar
junto a qualquer conduta de fumos (mesmo num andar superior) devem ser embutidos no cimento e isolados com lã de vidro ou outro
material isolante. (excepto no caso de serem
usados cabos ou tubos especiais resistentes a altas temperaturas
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TIPOS DE CHAMINÉS PERMITIDOS
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Não deve
ter paredes, a atrofiar a passagem do vento.
(Consultar
manual com desenhos explicativos).
Nota: -Uma
chaminé mal concebida é muitas vezes a causa do mau funcionamento de muitas lareiras,
principalmente quando há vento .(Consultar manual com
desenhos explicativos).
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Existem no mercado chaminés que
nunca poderão servir para uma lareira.
- Quando uma lareira não funciona a primeira coisa a verificar é
a chaminé. |
| A
parte decorativa, nomeadamente mármores e afins devem sempre estar
isolados das zonas expostas ao fogo e separadas por juntas nas zonas
de dilatação do tijolos, ferros etc. |
| Nota:
As pedras da lareiras nunca devem ser o suporte do "pano" (hotte). A
pressão a que as pedras ficariam sujeitas devido ao peso do "pano" e
á pressão devido a dilatações, iria provocar, quase invariavelmente
a sua fissuração.
Deve ser feita uma
parede para servir de suporte ao "pano".
Se o pano for
concebido em gesso cartonado (Ex. Pladur) a calha inferior deve ser
colada á pedra sem a perfurar.
Neste caso não existem preocupações especiais com o peso tornando-se
desnecessário fazer paredes de suporte. |
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